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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Hoje me peguei lembrando do tempo de criança,tempo de joelho ralado,cabelo bagunçado,vocabulário meio desajeitado.Lembrei das manias, dos gostos estranhos de comidas, e das brincadeiras preferidas! hoje.. eu lembrei das amizades que fiz, aonde cresci, sorri,e vivi. Naquele tempo tudo parecia ser tão eterno, parecia que pra mim tudo ia permanecer daquele jeito para sempre, pai,mãe,tios,primos todos ali e continuariam da mesma maneira. Más eu cresci, o tempo passou e junto comigo cresceu as vontades, os sonhos, a decepção de uma infância que não era eterna, e também veio os sentimentos de gente grande.Lembro vagamente, uma vez ou outra, de me sentir triste por não ganhar o que eu queria, ou por ser deixada de fora de alguma brincadeira, más lembro também que essa "tristeza" passava logo, era só encontrar alguma coisa mais interessante pra fazer que sumia! quando cresci não foi mais assim, a distração não faz desaparecer  a tristeza, a dor, a solidão. É clichê falar que tempo bom, era o tempo de criança, más não há outra realidade senão essa.Não digo pela cobrança, responsabilidade que trás a vida adulta, más com a gente vem um sentimento que não tenho tradução ainda, esse sentimento que faz tudo doer mais, ser mais intenso, ser mais concreto e como uma obrigação ele nós prende a tudo que precisa ser consertado, talvez pelo fato que os atos que cometemos na fase adulta tenha maior efeito sobre a nossa vida e a vida dos outros, más esse sentimento nós deixa mais sensatos que uma criança, porém nós impede de camuflar nossa dor, ser adulto é ter que aguentar os imprevistos sem poder sair correndo para inventar uma brincadeira nova ou nos lambuzar com algum doce e simplesmente esquecer o que nos aflinge! tem que encarar, é a lei.


Por, Letícia Neves

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